Tweet analytics

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Desde 11/07 já está disponível uma nova ferramenta para aprimorar o Twitter e analisar dados mensuráveis.

Pela primeira vez os anunciantes serão capazes de ver quantas vezes os usuários leram e foram engajados com tweets orgânicos, para que possam otimizar, efetivamente, sua estratégia de conteúdo. 

O painel atividade, The Tweet, já está disponível para todos os anunciantes, editores e usuários verificados em todo o mundo.

Com o novo painel é possível:
  • Observar a propagação dos tweets em tempo real;
  • Comparar a intereção de um tweet visto na Web ou nas apps para Android e iOS e o total de retweets e de favoritos, mês a mês;
  • Analisar a informação detalhada por tweet: retweets, respostas, favoritos e cliques;
  • Exportar o desempenho para um arquivo CSV que inclui tanto tweets orgânicos quanto tweets promovidos.



O que as marcas tem a aprender com a Alemanha nesta Copa

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O que as marcas tem a aprender com a Alemanha nesta Copa

Depois da maior derrota sofrida pelo Brasil em toda a história do futebol, muitos assuntos inundaram nossos feed. Mas o que vi de mais interessante foi uma espécie de Síndrome de Estocolmo digital. Mais adequado até chamar de Síndrome de Berlim + Santa Cruz de Cabrália.

Surra finalizada, diversos influenciadores importantes enalteceram o comportamento cordial dos alemães após a demonstração de superioridade dentro de campo. A reação inicial poderia ter sido: “vão embora seus frios e disciplinados!”.  Mas o brasileiro foi apresentado a uma nova figura: o alemão cordial. Não só recebeu esta nova “persona”, como se engajou, virou defensor, embaixador. Achei curioso pessoas experientes da publicidade surpresas e gratas pelos conteúdos simpáticos emitidos após a partida.

Mas, a grande lição ficou para o mercado e as marcas. A Alemanha deu um banho de estratégia que colocou as Relações Públicas na posição correta de gerador original de ações em todos os níveis da comunicação, resultando em aproximação, engajamento e mudança de percepção de imagem.
Nasceu na escolha do pouso alemão aqui no Brasil. Se no começo pareceu arrogante a construção da sede própria, depois ficamos agraciados com a velocidade, planejamento e cortesia alemã em investir em nosso País. O ponto geográfico também não poderia ser mais significativo. Santa Cruz de Cabrália, local onde aportou o primeiro português. Sem esquecer do tempero baiano: alegria, calor, música e sensualidade. Foi dado o primeiro passo para a fusão, quero dizer, engajamento, alemão-brasileiro, e a transferência de identidade da marca alemã para a brasileira. Começa a mistura de DNAs das duas marcas e um importante passo, humilde e simpático.

Infraestrutura escolhida, agora era a hora de RP determinar as cores da identidade e participar da relação milionária de patrocínio entre adidas e confederação. E por que não o vermelho-preto do clube mais popular do Brasil?

Houve também um fantástico trabalho de engajamento com a equipe que se tornou o principal emissor das mensagens. A escolha do tom de voz, considerou tanto a identidade alemã quanto o cenário contemporâneo multicultural, e uniu um time com turcos, poloneses e ganenses que agiam de forma similar, cada um com seu estilo, mas dentro de um mesmo conceito-chave - o Alemão Cordial. A atitude da marca alemã no jogo contra o Brasil, de respeitar e não tripudiar, produziu um incrível fenômeno de engajamento e viralização. Valores e cultura se traduziram no comportamento de cada representante da marca alemã.

Impossível não citar também a fluidez na exploração das novas mídias e a característica natural e orgânica que só as redes sociais, os selfies, os vídeos amadores e a velocidade do real time podem revelar. Os brasileiros conheceram o alemão natural, simples. O que falar do Neuer, aquela muralha fria e intransponível, dançando, sorrindo e cantando hino do Bahia? O uso do meio Digital foi o alimento para o engajamento orgânico, e também o meio para mudar a percepção do alemão que tínhamos em nosso imaginário.

Este case deveria ganhar todos os prêmios de PR deste e do próximo ano. Arrisco até um título: a Síndrome de Berlim de Cabrália. Ou seria Síndrome de Santa Cruz de Germânia. Não sei... o importante é que vai ter muito brasileiro querendo abraçar alemão no domingo, dia 13. Porque, não bastasse baterem bastante na gente, com muita cordialidade, ainda vão jogar contra a Argentina, que é o não-Brasil. Ou seja, seremos cordiais e alemães desde criancinhas.




Concordam que essas devam ser as lições que as organizações têm a aprender com a Alemanha nesta Copa?

Tesão por design. O que uma fonte comunica?

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(com o perdão da palavra) Isso é tesão por design. O que uma fonte comunica? Seriedade? Diversão? Tradição? Quantos questionamentos poderíamos propor acerca de uma, até então, simples escolha de fonte? Confesso que estou embasbacado e, tenho convicção que tantos os meus quanto os seus textos nunca mais serão os mesmos.



Este é um filme sobre a fonte Times New Roman. A Times New Roman foi projetado para o The Times em 1931 e é uma das fontes mais reconhecidas no mundo. Quer você goste ou não, não é uma fonte para ser ignorada.

Saiba mais em The Times

Se tudo fosse azul, o azul não existiria

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Ao contrário do título do filme, azul não é a cor mais quente. A cor mais quente é vermelho. Todo mundo sabe disso, mas o empreendedor Gary Kremen descobriu isso de forma estatística. Em 1995 ele fundou a Match.com, o primeiro site de encontros da internet. Formado em ciência da computação pela Northwestern University e com MBA por Stanford, ele era um típico nerd que não entendia muito de relacionamentos com as mulheres. Com a estratégia de atirar para todos os lados, ele também registrou sex.com, jobs.com, housing.com e autos.com. Mas foi a Match.com que acabou decolando. Como um voyeur, Kremen ficava analisando os anúncios, a atratividade de cada candidato e as taxas de sucesso em que os encontros ocorriam. Este último indicador era o principal para o sucesso do seu negócio. E o que fazia com que um candidato se destacasse dos demais, além, é claro da beleza, da proximidade e dos mesmos gostos. Havia outro fator que aumentasse a atratividade da pessoa? Ele percebeu que se a pessoa estivesse usando alguma peça de roupa vermelha, recebia aparentemente mais cliques.

A percepção de Kremen foi avaliada por vários pesquisadores que chegaram a conclusões semelhantes e o vermelho nem precisava estar na roupa. Era só incluir uma borda vermelha na foto para atrair um número maior de interessados.

Apesar das inúmeras pesquisas sobre o impacto das cores nas pessoas, são raros os empreendedores que já pararam para pensar nas cores da sua empresa. Henry Ford talvez seja o mais lembrado e talvez o mais injustiçado. Ao defender que qualquer um poderia escolher a cor do carro desde que fosse preta não era predileção sua, mas uma decisão operacional. Pintar o carro de preto exigia menos tinta, uma só demão e a pintura ficava uniforme, o que contribuía para, aí sim, a obsessão de Ford em produzir um carro barato.

Se o vermelho pode ajudar alguém a encontrar um pretendente, outras cores podem ter outros papéis. Simon McArdle, infografista da The Logo Company fez uma comparação interessante entre as logomarcas de empresas americanas e o impacto geralmente provocado pelas cores escolhidas. Refiz o trabalho para empresas criadas por empreendedores brasileiros. Será que faz sentido?


Concorde ou não com a relação, pesquisadores ao redor do mundo ainda continuam estudando o impacto das cores nas pessoas. Um dos trabalhos mais recentes e curiosos é o livro Drunk Tank Pink do professor Adam Alter da Universidade de Nova Iorque. O título do livro é o nome da um tom de rosa que está sendo utilizado em algumas cadeias norte-americanas. A experiência teve início da década de 1980 e os psicólogos contabilizaram uma sensível queda no nível de agressividade dos presos que ficam em celas totalmente pintadas neste tom específico de rosa. Ele conta que ao saberem disso, alguns times de futebol americano pintaram o vestiário do time visitante também de rosa. Empresas de ônibus urbanos pintaram os bancos de rosa e o nível de vandalismo caiu e iniciativas que pedem doações de porta-em-porta passaram a utilizar uniformes rosa e viram o nível de contribuição subir.

Mesmo que tenha sua cor favorita, um estudo sobre o impacto das cores do seu negócio pode ajudar sua empresa a vender mais.

Quando ao azul, mesmo não sendo a cor mais quente, é a mais utilizada no mundo, segundo as pesquisas. Mas se tudo fosse azul, o azul não existiria. Se continuar só copiando o que já existe, deixará de existir porque será igual. Portanto inove e torne o mundo mais colorido!